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Comida fora de casa, combustíveis e planos de saúde sobem, custo da energia cai

IPCA variou 0,10% em outubro, aponta IBGE. Índice oficial de inflação soma 2,60% no ano e 2,54% em 12 meses.

 

Preços dos combustíveis subiram em setembro e puxaram para cima a inflação. Mesmo assim, foi o menor índice em duas décadas - REPRODUÇÃO

 

Com altas em itens como alimentos fora de casa, gasolina e planos de saúde e queda na energia elétrica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,10% no mês, ante -0,04% em setembro, no menor resultado para outubro desde 1998, segundo o IBGE, que divulgou os resultados nesta quinta-feira (7). Agora, o indicador oficial da inflação no país soma 2,60% no ano e 2,54% em 12 meses.

Três dos nove grupos tiveram deflação, com destaque para Habitação: -0,61%. Isso representou -0,10 ponto percentual na taxa geral de outubro. De acordo com o instituto, o custo com energia elétrica caiu 3,22%, em média, com a passagem da bandeira tarifária vermelha para a amarela. O IBGE apurou altas na taxa de água e esgoto (0,52%) e no gás de botijão (0,74%).

O grupo Alimentação e Bebidas, que havia caído 0,43% em setembro, desta vez teve aumento de 0,05%, principalmente por causa da alimentação fora de casa (de 0,04% para 0,19%, sendo 0,24% na refeição e 0,32% no lanche). Os itens de alimentação no domicílio tiveram variação de -0,03%, na sexta queda seguida, mas bem menos intensa – em setembro, por exemplo, foi de -0,70%. O IBGE destaca a cebola (-20,84%, impacto de -0,04 ponto) e a batata inglesa (-9,06%, -0,02). Já as carnes tiveram aumento de 1,77% e contribuiu com 0,05 para a taxa do mês.

Transportes passou de 0% para 0,45%, com alta de 1,38% no combustíveis, sendo 1,28% no caso da gasolina, 1,90% do etanol, 1,82% do óleo diesel e 0,44% do gás veicular. Também subiram as passagens aéreas (1,93%), depois de dois meses com variação negativa.

A maior variação positiva entre os grupos foi de Vestuário, com 0,63%. O IBGE cita os aumentos de roupas femininas (0,98%), masculinas (0,38%) e infantis (0,30%). Joias e bijuterias passaram de 1,92%, em setembro, para 2,23%.

Saúde e Cuidados Pessoais subiu menos (0,40%) em outubro. Mas o plano de saúde aumentou um pouco mais, 0,59%. Produtos de higiene pessoal tiveram alta de 0,94% e impacto de 0,02 ponto.

Entre as regiões pesquisadas, a maior variação no mês passado foi do município de Campo Grande (0,31%) e a menor, em São Luís (-0,37%). Na região metropolitana de São Paulo, o IPCA passou de -0,06% para 0,14%. No Rio de Janeiro, de -0,13% para 0,27% e em Brasília, de -0,17% para -0,08%. No acumulado em 12 meses, o índice vai de 1,55% (Curitiba) a 3,45% (Fortaleza).

 

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,04%, ante -0,05% em setembro, também na menor taxa para outubro desde o Plano Real. Agora, está acumulado em 2,67% no ano e 2,55% em 12 meses.

Segundo o IBGE, os produtos alimentícios tiveram alta de 0,02%, depois de cair 0,42% no mês anterior. E os não alimentícios passaram de 0,11% para 0,05%.

 

RBA, 08 de novembro de 2019