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1º de maio - Dia do Trabalho

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Este dia histórico, o 1º de maio, é marcado pelas lutas da classe trabalhadora, e sendo assim o Sintrivel, presidido pelo companheiro, Roberto Leal Americano, participa do ato unificado, convocado pelas centrais sindicais.

Assim como em momentos históricos que definiram a data o sindicato, as centrais e os trabalhadores e trabalhadoras comparecem as ruas para revindicar mais uma vez os seus direitos.

A pauta deste ato consistente no repúdio ao fim das aposentadorias da reforma previdenciária, de defesa da política de valorização do salário mínimo e de exigência da retomada do desenvolvimento com criação de empregos. Durante um mês inteiro os dirigentes, ativistas e trabalhadores estiveram a frente planejando esse evento pelo país. Ficou acertado entre as centrais sindicais a convocação de uma greve geral no dia 14 de junho de 2019.

Para que a greve geral possa ser concretizada, durante todo o mês de maio e a metade de junho serão feitos esforços para dar ênfase à realização de Greves Programadas Simultâneas (em sincronia com as peripécias das discussões no Congresso Nacional) que “construirão” a greve geral.

Está chegando a hora onde os trabalhadores e as trabalhadoras e o movimento sindical, os quais foram constantemente agredidos pela recessão, pelas mudanças na lei trabalhista e pelos últimos governos, precisam, antes de mais nada, reafirmar sua dignidade e sua relevância social.

 

Sobre o histórico do 1º de maio

O Dia do Trabalho, é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios e de conscientização.

O Dia do Trabalho tem suas origens creditadas ao evento que ocorreu no ano de 1886 na cidade de Chicago (Estados Unidos), onde no dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia os protestos culminaram em uma grande greve geral dos trabalhadores por todo o país.

Dois dias após os acontecimentos, correu um conflito o qual envolveu policiais e trabalhadores, resultando na morte de alguns manifestantes. Fato este que gerou mais revolta nos trabalhadores. No dia seguinte, em 4 de maio, realiza-se uma marcha de protesto e, à noite e após a multidão se dispersar, restaram cerca de 200 manifestantes e o mesmo número de policiai momento este em que uma bomba explodiu perto dos policiais, matando um deles. Sete outros foram mortos no confronto que se seguiu.

Foram estes dia marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e para homenagear aqueles que morreram nos conflitos que criou-se o Dia Internacional dos Trabalhadores, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

No Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente com a chegada de imigrantes europeus, que vieram junto as ideias de luta pelos direitos dos trabalhadores, e em 1917 ocorreu um greve geral no Brasil. Mas a data só foi formalmente reconhecida oficialmente no dia 26 de setembro de 1924, após a criação do decreto nº 4.859 do então presidente Arthur da Silva Bernardes. Neste decreto, foi estabelecida a data como feriado nacional, que deveria ser destinado à comemoração dos mártires do trabalho e confraternização das classes operárias. Nas décadas de 1930 e 1940, o presidente Getúlio Vargas passou a utilizar a data para divulgar a criação de leis e benefícios trabalhistas. Vargas passou a chamar a data de "Dia do Trabalhador".

O primeiro de maio pelo mundo teve vários desdobramentos entre eles, em 20 de junho de 1889, a segunda internacional socialista decidiu convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pela jornada de 8 horas de trabalho. A data escolhida foi o primeiro dia de maio. Em 1º de maio de 1891, uma manifestação no norte da França foi dispersada pela polícia, resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serviu para reforçar o significado da data como um dia de luta dos trabalhadores. Meses depois, a Internacional Socialista de Bruxelas proclamou a data como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de abril de 1919, o senado francês ratificou a jornada de 8 horas e proclamou feriado o dia 1º de maio daquele ano. Em 1920, a então União Soviética adotou o 1º de maio como feriado nacional, sendo seguida por alguns países. Até hoje, o governo dos Estados Unidos se nega a reconhecer o primeiro dia de maio como o Dia do Trabalhador. Em 1890, a luta dos trabalhadores norte-americanos fez com que o Congresso aprovasse a redução da jornada de trabalho, de 16 horas para 8 horas diárias.

 

Fonte: SINTRIVEL, 1º de maio de 2019