Construção aposta na retomada após ‘década perdida’

14 de fevereiro de 2020

A construção civil decresceu 6% entre os anos de 2010 e 2019 e foi segmento com pior desempenho no Brasil na década, mas voltou a crescer no último ano, devendo fechar o exercício com alta de 2% em seu Produto Interno Bruto (PIB). A análise faz parte do estudo ‘Economia nacional e construção civil: desempenho recente e perspectivas’, apresentado durante a reunião do Conselho de Administração da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta terça-feira (12), em Brasília.

Realizado pela economista Ieda Vasconcelos, o levantamento integra as ações do projeto Bancos de Dados da Construção, realizado pela CBIC e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional). Ele é desenvolvido com foco no acompanhamento do cenário econômico internacional e nacional, assim como propor alternativas para a atividade.

Ieda observou uma clara mudança de rota na economia. Para ela, a construção civil voltou a puxar para cima o PIB do Brasil. “Estimativas sinalizam crescimento de 1,2% do PIB nacional em 2019, no momento em que o setor também volta a crescer, após cinco anos, e a atividade movimenta uma cadeia de outros 62 setores, tem uma grande capilaridade, gera empregos rapidamente e está 30% abaixo do pico de suas atividades, alcançado em 2013”, relacionou a economista.

Em sua apresentação, Ieda também analisou, no período 2010 a 2019, a evolução de:

– Inflação oficial do país;
– Índices de bolsa de valores;
– Taxa de câmbio;
– Mercado de trabalho e emprego formal; e
– Queda da produção industrial.

Ao tratar de dados mais cotidianos e dos reflexos do cenário internacional na indústria da construção brasileira, Ieda Vasconcelos pontuou os seguintes assuntos:

– Evolução das exportações brasileiras, com destaque para o comércio com a China;
– Retomada do crescimento das vendas de cimento;
– Financiamento imobiliário;
– Participação atual da construção no mercado de trabalho;
– Saldo de empregos por unidade federativa;
– Contribuição para a Previdência da população ocupada; e
– Micro e pequenas empresas na construção civil.

 

CBIC, 14 de fevereirod e 2020